The Punisher ou O Justiceiro se preferir

Essa semana a coluna Insight Nerd traz um de meus personagens favoritos do Universo Marvel, o Justiceiro (The Punisher). Criado por Gerry Conway, Ross Andru e John Romita, apareceu nos quadrinhos pela primeira vez em The Amazing Spider-Man nº 129 (1974). Considerado um anti-herói, já enfrentou personagens como Demolidor, Wolverine e é claro o Homem-Aranha. Seu principal inimigo é Billy Russo, também conhecido como Retalho. A história de Frank Castle, ou seja, do Justiceiro, é bem triste. Militar exemplar (lutou até na guerra do Vietinã), teve sua família brutalmente assassinada por mafiosos num piquenique no Central Park. A partir desse dia o cara surtou e decidiu fazer justiça com as próprias mãos . Para se ter uma ideia, na primeira vez em que vi o Justiceiro, ele estava metralhando um cara por ter jogado papel no chão… se fosse na minha cidade ia morrer gente pra cacete, ele também poderia ser radical com a corrupção na política em nosso país, se fosse a Brasília então, seria ótimo). No Brasil, Punisher teve suas histórias publicadas no famoso formatinho, em revistas como “Superaventuras Marvel” e “Grandes Heróis Marvel”. O personagem possuiu ainda sua própria revista em formato grande e em preto e branco, tudo na época da Editora Abril. E resumindo bem… nas HQs é isso. Depois mataram o personagem e o ressuscitaram como um ANJO… será que o Spohr gostou? Como se não bastasse, recentemente, ele morreu DE NOVO, virou picadinho e então transformaram o cara numa espécie de monstro, o Franken-Castle, que com certeza Mary Shelley não aprovaria, mas quer saber? Esquece toda essa m@#$% vai…

3 adaptações

Um belo dia lá no longínquo ano de 1989, alguém pensou… vamos fazer um filme do Justiceiro? Que beleza… vamos! Para protagonista que tal aquele russo (ou seria sueco?) que lutou com o Rocky? O He-Man? Sim, ele mesmo! Fechado então!

O resultado não poderia ser diferente: uma porcaria de filme, produzido pela New World Pictures, onde era necessário o tempo todo se lembrar que estava assistindo ao Justiceiro. Dolph Lundgren nada tinha a ver com o personagem, que era um ex-policial, que nem a caveira usava (o principal símbolo do cara não foi utilizado, imagine o Batman sem o morcego no peito. Pois é, foi isso que fizeram!). O enredo? O mais genérico possível, escrito por um tal de Boaz Yakin. Um filme para ser banido da memória.

15 anos depois…  fizeram um remake, agora um pouco mais fiel à essência do personagem, inclusive a camisa com a caveira está presente, obrigado. Para o papel principal, uma boa escolha: Thomas Jane (The Mist, o Nevoeiro). A direção ficou por conta de Jonathan Hensleigh (que escreveu “Armageddon” e “Duro de Matar: A Vingança”). O elenco ainda contou com John Travolta, no papel do mafioso Howard Saint (que não existe nas HQs). O roteiro teve como base duas histórias: O Justiceiro: Ano Um e Bem vindo de volta, Frank o que demonstrou certa preocupação dos roteiristas Michael France e Jonathan Hensleigh com a fidelidade aos quadrinhos. O filme não é uma obra de arte, mas supera seu antecessor com os pés nas costas. A produção de 2004 merecia pelo menos ir ao cinema, para quem não sabe, ela foi direto para o DVD.

E vamos a última (será?) tentativa de filmar o Justiceiro. Em 2008, para variar indo direto para o DVD, chega para nós Punisher: War Zone, dirigido por Lexi Alexander (diretora que eu nunca tinha ouvido falar até então) e com Ray Stevenson no papel principal (ele não ficou a cara do Steven Seagal na ocasião?) Sinceramente, não tenho muito a dizer…tudo bem, talvez você pense… um filme do Justiceiro para ser legal tem que ser violento, com censura 18. Sim, até concordo, mas pelo menos a violência tem que ser justificada por um roteiro coerente, e não é o que acontece em Zona de Guerra. Putz! Aquela cena do início com o Punisher pendurado no lustre matando a galera evil mostrou bem o que seria filme. A parada é muito trash, no melhor estilo Jogos Mortais, o Albergue, ou coisa do gênero. Sim, eu sei, diferente do filme do Lundgren ele também é fiel aos quadrinhos, porém peca pelo excesso. E olha que dessa vez tem o Retalho (que maquiagem galhofa, heim?), e até o Microchip (mal aproveitado ao extremo) mas mesmo assim a coisa não engrena, não convence. O visual até que é maneiro, mas história é vazia demais. Stevenson, não chega a comprometer, mas, o negócio é ruim mesmo…

E agora Frank?

Foi cogitado ano passado um série do Justiceiro numa parceria entre Fox TV e Marvel/Disney, porém, a mesma já foi cancelada. Contudo, com os direitos do personagem tendo voltado para Marvel (o contrato da Lions Gate Entertainment expirou em 2011), quem sabe pinte alguma novidade ainda este ano. Na minha opinião a ideia de uma série, seria uma boa alternativa, afinal quem vai querer investir num novo longa depois desses três não terem alcançado os resultados esperados ($$$$$$)?

Enquanto isso, confira um vídeo que circula na Rede desde o início da semana saído da Comic-Com 2012, um curta protagonizado por Thomas Jane, que segundo o próprio, foi feito só por diversão, em homenagem aos fãs e ao personagem.

 

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Robson Santos
Author: Robson Santos View all posts by
Robson Santos é formado em Letras (Português/Literatura), curte Quadrinhos, Cinema, PodCasts e Cultura Nerd em geral.
  • Robson, que texto maravilhoso. Uma pequena, mas importante, homenagem a este personagem tão humano quanto Justiceiro de Frank Castle. Concordo que o primeiro filme foi meio que um ex-policial atormentado do que realmente um ex-soldado revoltado, mas até que tinha um certo ar de “meu mundo acabou, então vou acabar com o de vocês”.
    Não gostei do 2º, mas entendendo a tentativa de criar um franquia para The Punisher, mas nem o Travolta e nem o Jane, conseguiriam segura o filme. E concordo, é melhor que o 1º, mas ainda não é Frank Castle.
    Não vou falar nada sobre o 3º (pra mim não existiu), mas o ator Ray Stevenson, um dos cavaleiros da Távola Redonda do Rei Arthur (com Clive Owen), fez seu papel de cara fechada e pertou o gatilho e pronto.
    Enfim quis deixar o meu comentário e agradecer pela singela homenagem a um dos (anti) heróis mais fácil de se odiar e gostar ao mesmo tempo, que já tenha sido criado. Parabéns.

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