Especial Robert E. Howard – Parte II

Dando continuidade ao nosso post sobre Robert Howard, hoje falarei sobre as adaptações de sua obra. Vou iniciar com os quadrinhos. Em 1970 a Marvel adquiriu os direitos autorais para publicar os personagens de Howard e logo de cara lançou  Conan the Barbarian. Em 1974, com o sucesso do personagem (em especial entre os adultos) outra revista foi lançada pela Curtis Magazines (uma linha editorial da própria Casa das Ideias) em preto e branco, em formato grande, intitulada Savage Sword of Conan. Foi até o número 235 datado de julho de 1995. Faço aqui um adendo (aprendi com o GD Cláudio…) para a importância do senhor Roy Thomas, escritor americano que trouxe Howard (até então esquecido) para os quadrinhos e para John Buscema (falecido em 2002), responsável por várias capas de Savage Sword of Conan.

No Brasil, A Espada Selvagem de Conan, veio por meio da Editora Abril e teve sua estréia em 1984 tendo ido até o número 205 (dezembro de 2001). Em 91 sofreu um reboot até o número 57. Esse foi o período mais extenso e conhecido de publicações do cimério em terras brasileiras (1984 a 2001). Vale comentar que a própria Abril já exibira o personagem em Superaventuras Marvel (antes da Espada Selvagem), e durante as décadas de 80 e 90, diversos títulos especiais foram lançados. Anteriormente (bem antes mesmo…) o bárbaro passou por  Minami & Cunha Editores (M&C Editores), Roval e Graúna (curiosidade: esta não possuía o licenciamento da Marvel, mesmo assim publicou o cimério como Hartan, O Selvagem…é mole?). A Editora Bloch ligada à extinta TV Manchete também teve Conan entre seus quadrinhos em 76. Muitos desses gibis traziam também histórias de Kull e Salomão Kane.

 Atualmente quem detém os direitos da obra de Howard em quadrinhos é a Dark Horse Comics. Aqui, Conan foi lançado pela última vez pela Mythos Editora em 2010.

 A Mitologia Howardiana (mal sucedida) no Cinema

 Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian)- Dirigido por John Milius, escrito por Oliver Stone (Platoon) e o próprio Milius , o filme de 1982 é hoje considerado cult e uma ótima adaptação (ainda mais considerando a versão 2011…). Estrelado por Arnold Schwarzenegger foi sucesso de bilheteria, e conquistou os fãs com a simplicidade da trama e suas boas cenas de ação. Pecou um pouco ao mostrar um Conan monosilábico, sem muita expressão, mas para época vai… cumpriu seu papel.

Conan, o Destruidor (Conan the Destroyer) – Pode ser considerado uma daquelas sequências ruins dignas do Vida Beta Cast ep. #14. E olha que tinha tudo para ser bom. O roteiro ficou por conta de Roy Thomas (um especialista em Conan) e Gerry Conway, porém os ajustes finais de Stanley Mann fizeram com que o filme não decolasse (quem quiser pode conferir o original publicado pela Abril, “O Chifre de Azoth”). E nem as presenças dos “reforços” Wilton Norman Chamberlain (jogador de basquete) e Grace Jones (modelo e cantora) evitaram o fracasso do longa, dirigido por Richard Fleischer em 1984. A melhor cena do filme é com certeza aquela que o bárbaro soca com vontade um camelo (por aí já se percebe o nível da parada…).

 

Guerreiros de Fogo (Red Sonja) – a “fidelidade” do título brasileiro parece já denunciar: vai dar m@#$%. Considerado mais um fracasso de critica e público, o filme traz Richard Fleischer como diretor (de novo!) e Arnold Schwarzenegger no papel de Kalidor (um Conan genérico). Com um enredo fraco (a exemplo do Destruidor), nem a beleza da dinamarquesa Brigitte Nielsen evitou o fiasco. Ah! Acabei de lembrar que o filme ainda tinha de quebra, o ator Ernie Reyes, Jr , alguém lembra da série “O Pequeno Mestre”?

Bom meus caros leitores, vou ficando por aqui… é isso mesmo, vou poupar-lhes o tempo, e ainda praticar a caridade, não inserindo nenhum comentário sobre “Kull, o Conquistador” de 1997 e “Solomon Kane, caçador de demônios” de 2009. Mas e quanto ao Conan do Jason Momoa? Esse então, que tal pensarmos que ele nunca existiu? A memória do grande Robert Ervin Howard, agradece… e… como agradece.

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Robson Santos
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Robson Santos é formado em Letras (Português/Literatura), curte Quadrinhos, Cinema, PodCasts e Cultura Nerd em geral.
  • Dr. Victor von Doom

    Obrigado também por nos poupar dos comentários sobre aquela série de TV, que foi exibida pela Globo na TV aberta muitos anos atrás, onde o cimério era um ator queixudo e, em certo episódio, estava chorando…

    No mais, a segunda parte está perfeita, digna de ser a sequência do texto da primeira parte!
    Uma curiosidade não mencionada: Red Sonja, quando criada por Howard, era uma espiã russa nos tempos da Guerra Fria no conto “Red Sonya de Rogatino”, do livro “The Shadow of Vulture”. Quando a Marvel adquiriu os direitos das obras de Howard, resolveram modificar a personagem. Roy Thomas ficou encarregado de “recriar” a personagem, ambientando-a na Era Hiboriana, transoformando-a em uma guerreira hirkaniana!

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  • Robson Santos

    Olá meu camarada! Ótimo comentário! Principalmente no que se refere a personagem Sonja. Dessa série nem me lembro, me lembrei depois de um desenho amimado que também passou na Globo, mas que pela irrelevância também é melhor ser esquecido.

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  • Dr. Victor von Doom

    É verdade, havia um desenho animado que, por ser um desenho americano, não havia aquela matança e sanguinolência características das histórias de Conan. Para ser sincero, eu até havia esquecido desse desenho, não fosse o seu comentário…

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