.hack//SIGN

Olá pessoal, aqui é o Fabiano Kamui em seu primeiro texto. Essa coluna semanal que estréia agora vai abordar várias coisas diferentes. Como diz o titulo é uma grande tempestade de idéias sobre os assuntos diversos.

 Ela se desenvolverá da seguinte forma: toda semana comentarei algo da cultura japonesa, do nosso país, mundo, universo ou algo legal que eu encontre por aí. É importante dizer que é uma coluna onde você também poderá encontrar humor, ou seja, os assuntos tratados de uma forma bem humorada com ironia e/ou sarcasmo apenas para não ficar parecendo um texto da Wikipedia. Mas, não significa que será apenas isso! Tem horas que precisamos falar sério, como acontece também na nossa vida, não é? Bem, espero, e vou fazer o possível para isso, que com o tempo a gente pegue o ritmo.
Enfim, agora abram suas mentes e venham comigo. Vamos começar o primeiro round.
Ready?

 .hack//SIGN – Conecte-se à história.

Vamos começar essa coluna com um texto mais sério. Hoje vou falar de um anime muito importante para mim. E por isso vale a pena ser o assunto de estréia dessa coluna. O nome do anime é .hack//SIGN. SIGN (vou chamá-lo assim para não ter que escrever tudo) é um anime lançado nos idos de 2002, ele é curto (com apenas 26 episódios e mais 3 OVA’s) e passou por aqui no Animax.

SIGN trata de um jogo chamado The World, nesse MMORPG vários jogadores do mundo inteiro travam batalhas e vencem desafios para evoluir (aposto que ninguém que está lendo já fez algo parecido, rs).

No primeiro episodio somos apresentados a Tsukasa: um jogador que não lembra quem é na “vida real” e o pior: ele não consegue se desconectar do jogo. Ele é um “garoto” arredio e difícil; no primeiro momento ele se mostra sempre desconfiado e esnoba todos que tentam conversar com ele. Ele possui também um “Pet” muito poderoso que derrota adversários facilmente, além de lhes apagar a memória. Por esse motivo ele começa a ser caçado por moderadores do jogo a fim de descobrir como ele fez surgir esse monstro.

Com o desenrolar da história somos apresentados aos outros personagens: Mimiru, Bear, Crim, Kinkam, Subaru, Sora e BT. Alguns deles interessados em ajudar Tsukasa a descobrir quem é, outros apenas atraídos pelo mistério sobre o personagem.

No meio do anime começa uma busca desenfreada à Key of the Twilight. Ela seria um item lendário que concede ao jogador o poder de modificar diversas regras no The World (como por exemplo: se tornar quase invencível no jogo). Os personagens principais se dividem em grupos na busca pelo item, cada grupo com sua própria motivação para tal, enquanto isso toda a trama vai sendo revelada.

Conecte-se aos dilemas. 

Apesar de deixar explicito sobre a necessidade que o personagem principal tem em se encontrar, SIGN vai mostrando no decorrer dos episódios que na verdade todos os personagens apresentados se encontram perdidos de alguma forma. Tsukasa é apenas o estopim para que eles percebam isso.

 Dilemas sobre frustração, problemas familiares, autoconhecimento, e até questionamentos sobre se vale mesmo a pena viver ou não, são apresentados. E ao ver isso na tela, você percebe que muitos daqueles questionamentos você mesmo já se fez em algum momento da vida. E assim como Tsukasa serve para os personagens como um estopim, para que eles percebam isso neles mesmo, a série serve como um estopim para refletirmos se esses questionamentos já foram mesmo resolvidos no nosso intimo. O jogo também trás perfis de jogadores diversos demonstrando como eles lidam com o poder (ou a falta dele) e nos faz, jogadores ou não, um questionamento: quanto de nossa vida a gente deixa realmente de viver, vivendo a vida de um personagem que criamos? Seja ele em um MMORPG, em um jogo qualquer ou até mesmo na vida real, no nosso dia a dia.

Conecte-se à trilha sonora.


 Um dos grandes pontos positivos de SIGN é a sua trilha sonora. A abertura e encerramento do anime trazem em suas letras significado para tudo aquilo que vemos durante os episódios, a abertura chama-se “Obsession” e o encerramento “Yasashii Yoake”, elas são do grupo See-Saw. Já as OST’s foram compostas por Yuki Kajiura, com algumas faixas cantadas por Emily Bindiger e Yuriko Kaida. Recomendo fortemente que ela seja ouvida, mesmo se você nunca viu algum anime antes na vida. A qualidade é espetacular e uma das melhores trilhas já compostas para animes.

 Conecte-se a si mesmo.

Um dos sentimentos que tive no decorrer da história e que se intensificou no episódio final foi um grande dilema que todo o ser humano já passou na vida: a busca pela sua real identidade. Perceber que muitas vezes, para nos encontrar realmente, precisamos desconectar de todos os personagens e mergulhar no fundo de nossas almas. Encontrar coisas que não compreendemos e lidar com elas, aceitar nossas limitações e tentar seguir em frente, mesmo em um mundo que parece em preto e branco.

E ainda mais importante é trazer as “cores” que pintamos nos jogos, com nossos personagens, para a nossa vida real, pro mundo em que vivemos.

Bem, assim termina o meu primeiro texto de contribuição para o site. Espero críticas e sugestões de temas logo abaixo, nos comentários. E para aqueles que quiserem me seguir no twitter é só add: @fabianokamui.

Um abraço a todos e até a semana que vem.

 

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  • Gigio Ramone

    Passei aqui para desejar sucesso nessa nova atividade e seja bem vindo.

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